19 milhões para recuperação florestal arrancam em Portugal
19 milhões para recuperação florestal é o montante que o Governo acaba de activar para obras urgentes e não urgentes em áreas devastadas pelos incêndios deste Verão, anunciou esta tarde a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em Sátão.
19 milhões para recuperação florestal arrancam em Portugal
Durante a cerimónia de assinatura de 88 contratos-programa, a governante detalhou que a primeira tranche, perto de sete milhões de euros, já está em execução nos 58 municípios abrangidos, distribuídos por 12 distritos de Viana do Castelo a Beja. Estes trabalhos “super urgentes” incluem a retenção de cinzas para evitar a contaminação das linhas de água, bem como a estabilização dos solos, prevenindo erosão e deslizamentos.
Maria da Graça Carvalho elogiou a articulação entre autarquias, Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e Agência para a Energia e Clima (ApC), realçando que, “em poucos dias após os fogos”, as equipas já se encontravam no terreno a proteger ecossistemas sensíveis.
Fase dois focada na restauração estrutural
A ministra revelou que a segunda fase, orçada em 11 milhões de euros, será lançada “em breve” e privilegiará acções de restauração de carácter estrutural, como reflorestação e combate a espécies invasoras, entre elas acácias e eucaliptos, que tendem a proliferar após os incêndios. Este financiamento, proveniente do Fundo Ambiental, não se limitará aos municípios afectados, mas será direccionado para parques naturais e áreas protegidas, incluindo o Parque Natural do Douro Internacional e a Serra da Estrela.
Além de recuperar a biodiversidade, o pacote contempla a reconstrução de infra-estruturas turísticas danificadas, como passadiços e apoios balneares em praias fluviais. Carvalho sublinhou que os incêndios deste Verão afectaram “sete territórios de forma particular”, com destaque para o distrito da Guarda, onde arderam 30% da área total, e para Viseu e Castelo Branco, com perdas de 15%.
Imagem: Internet
Cooperação e vigilância contínuas
Segundo a responsável, a proliferação de espécies exóticas – “dos peixes invasores no Guadiana às algas nocivas” – permanece uma preocupação transversal que requer vigilância contínua. A estratégia nacional integra-se nos objectivos de resiliência climática delineados pela União Europeia, conforme consta no portal oficial do Programa LIFE.
Os trabalhos agora iniciados visam reduzir risco de cheias, conservar habitats e assegurar a segurança das comunidades locais. A ministra frisou que “a protecção da floresta é um investimento de longo prazo cuja eficácia depende da coordenação entre Estado central e poder local”.
Para acompanhar a evolução destes projectos e outras medidas de recuperação ambiental, visite a nossa secção País e fique a par das próximas acções do Governo.
Crédito da imagem: News ao Minuto
Fonte: PPulse