Alterações laborais do Governo são inaceitáveis, diz PCP
Alterações laborais do Governo são inaceitáveis, diz PCP foi a mensagem central de Paulo Raimundo no debate quinzenal na Assembleia da República. O secretário-geral comunista garantiu que o pacote apresentado pelo Executivo não passará, sublinhando que representa “uma declaração de guerra a quem trabalha”.
Alterações laborais do Governo são inaceitáveis, diz PCP
Raimundo acusou o Governo de receber directrizes “directamente dos gabinetes dos grandes grupos económicos” e questionou se “um milhão e trezentos mil trabalhadores já precários” aceitarão contratos ainda mais curtos. Para o líder do PCP, as medidas consagram “despedimentos sem justa causa” e “ataques aos direitos das mães, pais e filhos”, pelo que “podem e vão ser derrotadas”.
Dirigindo-se a Luís Montenegro, o dirigente comunista avisou: “Quem acompanhar o seu Governo nesta aventura será responsabilizado”. Insistiu que os trabalhadores darão a “resposta necessária” para travar o diploma.
Na réplica, o primeiro-ministro rejeitou as críticas, afirmando que Raimundo “vê fantasmas” onde o Executivo enxerga “melhores salários, empresas mais competitivas e mais emprego”. Segundo Montenegro, o PCP olha para o “passado”, enquanto o Governo aposta no “futuro”.
Imagem: Lusa
As propostas laborais integram a agenda de reformas que o Executivo diz querer aproximar das recomendações da Organização Internacional do Trabalho, argumento descartado pelo PCP como “retórica”. O debate prossegue nas próximas semanas nas comissões parlamentares, onde o Partido Comunista promete mobilizar sindicatos e movimentos sociais.
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Crédito da imagem: Assembleia da República
Fonte: Lusa