Carneiro acusa Governo de falhanço global, Montenegro reage
Carneiro acusa Governo de falhanço global, Montenegro reage foi o tom que marcou o regresso dos debates quinzenais na Assembleia da República, com o líder socialista a apontar o “falhanço” como a principal marca do ano e meio de governação de Luís Montenegro.
Carneiro acusa Governo de falhanço global, Montenegro reage
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, afirmou no hemiciclo que o Executivo falhou «na saúde, na habitação, na educação e na política económica». Num discurso que repetiu a palavra-chave “falhanço”, o dirigente instou o primeiro-ministro a «descer à terra» e a explicar o destino das propostas socialistas sobre defesa, habitação e emergência hospitalar.
Em resposta, Luís Montenegro recusou a acusação e devolveu a crítica. O chefe do Governo acusou o PS de «parar no tempo» e defendeu que seria «honesto» o partido admitir erros nas políticas que liderou ou apoiou no passado. Montenegro advertiu que «não ver o óbvio» pode tornar o Partido Socialista «irrelevante para resolver problemas em Portugal».
Para o primeiro-ministro, o posicionamento «negativista e irrealista» dos socialistas prejudica o debate político e ignora resultados já alcançados. Sem concretizar medidas, garantiu que há «muito em curso» e sublinhou que a governação está «a produzir efeitos» visíveis para os cidadãos.
Carneiro manteve a pressão, insistindo que a palavra “falhanço” resume a actuação governamental em múltiplas áreas estruturais. O socialista exemplificou com listas de espera na saúde e atrasos na construção de habitação pública, alegando que o Executivo continua «a planar» sobre problemas concretos.
Imagem: Lusa
O duelo parlamentar ocorre num contexto de avaliação pública ao desempenho do Governo. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, indicadores económicos têm mostrado sinais mistos, alimentando o debate entre Executivo e oposição sobre a eficácia das políticas adoptadas.
No fecho da sessão, Montenegro reiterou que a prioridade é «resolver problemas reais» e que o PS «se tornará cada vez menos relevante» enquanto persistir numa estratégia de crítica sem alternativas.
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Crédito da imagem: Lusa
Fonte: Lusa