Carvalho da Silva pondera voto em Alexandra Leitão em Lisboa
Carvalho da Silva pondera voto em Alexandra Leitão em Lisboa, colocando-se ao lado da coligação PS-Livre-BE-PAN e defendendo que a Câmara Municipal deve ser liderada por uma maioria de esquerda nas autárquicas de 2025.
Carvalho da Silva pondera voto em Alexandra Leitão em Lisboa
O antigo secretário-geral da CGTP esclareceu, no programa “Comissão de Inquérito” da Rádio Observador, que se afastou “de forma progressiva, mas orgânica” do PCP, partido onde já não milita. Apesar da longa ligação, o sindicalista sublinhou que nas próximas eleições autárquicas “provavelmente” depositará o seu voto na candidatura encabeçada por Alexandra Leitão.
Carvalho da Silva recordou que, ao contrário das legislativas, nas autárquicas “quem ficar à frente é quem preside à câmara” e não existem soluções de coligação pós-eleitoral, como a geringonça. Por isso, embora diga desgostar do conceito de voto útil, considera “necessária uma solução à esquerda” para Lisboa, razão pela qual admite apoiar a coligação que agrega Partido Socialista, Livre, Bloco de Esquerda e PAN.
O sindicalista frisou, contudo, compreender a decisão do PCP e de João Ferreira de concorrerem isolados. Na sua ótica, os comunistas “estão a dar sinais que devem ser lidos com atenção”, denunciando “permeabilidade a forças de extrema-direita” no panorama político e defendendo a importância de marcar distâncias.
A posição agora assumida diverge da que adotou nas legislativas de 2024, quando fez campanha pela CDU, chegando a gravar uma conversa com Paulo Raimundo para as redes sociais do partido. Questionado sobre o actual presidente da câmara, Carlos Moedas, Carvalho da Silva confessou ter tido simpatia pessoal, mas afirmou que os comportamentos recentes do autarca “me irritam” e que “será saudável para a cidade que não vença” o próximo sufrágio.
Imagem: Internet
Ao defender uma solução unificada à esquerda, o ex-líder sindical relembrou a regra eleitoral municipal, confirmada pela Comissão Nacional de Eleições, segundo a qual não há espaço para novas maiorias após o escrutínio: o mais votado assume a presidência.
Resta agora saber se a escolha de Carvalho da Silva influenciará outros eleitores tradicionalmente próximos da CDU a concentrarem o voto em Alexandra Leitão, numa disputa onde o equilíbrio entre esquerda e direita volta a ser determinante.
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Crédito da imagem: Rádio Observador
Fonte: Rádio Observador