Consulados portugueses ganham nova dinâmica, diz Governo
Consulados portugueses ganham nova dinâmica, diz Governo é a resposta oficial às críticas do Sindicato dos Trabalhadores Consulares, que denuncia sobrecarga nos pedidos de visto para Portugal.
Reforço de 50 analistas pretende reduzir filas
O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) informou ter contratado 50 técnicos de análise de vistos, agora deslocados entre os postos com maior procura. Segundo a tutela, a medida já aliviou a pressão em várias missões, após a centralização do processamento em Brasília, permitindo que outros consulados libertem recursos para o atendimento presencial e tarefas de back-office.
Inserido no plano de migrações apresentado em Junho, o reforço contempla ainda a colocação permanente de 45 novos funcionários em 15 países, abrangendo todos os Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O MNE sublinha que a reorganização possibilita formação contínua, correcção de falhas e «melhoria dos fluxos», elevando produtividade e rigor.
Sindicato alerta para défice estrutural
A secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores Consulares, Rosa Teixeira, reconhece que a «brigada de salvamento» enviada pelo Governo garante alívio temporário, mas insiste que a solução não é estrutural. «Se o quadro de pessoal não for revisto, o problema regressa quando a brigada sair», adverte.
Teixeira recorda que o processo de visto se tornou mais exigente, exigindo verificação documental minuciosa. «Não se pode acelerar nem despachar», defende, alertando que, sem aumento definitivo de efetivos, não haverá resposta adequada à procura.
Imagem: Internet
Governo nega aumento de carga, fala em “nova dinâmica”
Fonte oficial do MNE garante que o volume de trabalho não cresceu; apenas o acompanhamento evoluiu. «A nova dinâmica permite treinar equipas, corrigir falhas e melhorar fluxos», afirmou o ministério ao Portal do Governo, projectando ganhos substanciais de produtividade e precisão nos pedidos processados.
Para saber como estas mudanças influenciam a política migratória portuguesa, continue a acompanhar a nossa secção de Política.
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Fonte: PPulse