Demissão da ministra da Saúde exigida por Inês Sousa Real
Demissão da ministra da Saúde exigida por Inês Sousa Real A líder parlamentar do PAN declarou, em Vila Nova de Gaia, que Ana Paula Martins «há muito perdeu condições» para continuar à frente da tutela, na sequência de várias mortes ocorridas no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Demissão da ministra da Saúde exigida por Inês Sousa Real
Inês de Sousa Real recordou que a antecessora Marta Temido se demitiu «por bem menos» e sublinhou que não está a banalizar «a vida de ninguém». Para a deputada única do partido, as falhas que levaram à morte de dois bebés, bem como outros óbitos revelados pelo relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), deveriam ser motivo suficiente para a saída imediata da ministra.
O caso mais recente citado pela porta-voz do PAN refere-se a um doente deixado sem acompanhamento durante sete horas num hospital, episódio que se juntou a partos realizados em ambulâncias e a atrasos no socorro durante a greve do INEM. «Ter grávidas a dar à luz em ambulâncias ou pessoas esquecidas que acabam por morrer é inadmissível num país do século XXI», afirmou.
Sousa Real defendeu ainda que o primeiro-ministro Luís Montenegro «tem de assumir responsabilidades políticas» e apresentar alternativas para travar o colapso do SNS. A dirigente participou num comício de apoio a João Paulo Correia, candidato socialista à Câmara de Gaia, iniciativa em que reforçou a urgência de medidas estruturais.
Também o Presidente da República comentou a pressão crescente sobre a equipa ministerial. Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu que «a multiplicação de casos cria a ideia difusa de que as coisas não estão bem» e garantiu que irá analisar «o programa global» da Saúde nas próximas semanas. Questionado sobre consequências políticas, limitou-se a apontar que «quando há falhas, é o próprio ministro quem deve prestar esclarecimentos».
Imagem: Internet
O debate em torno da demissão da ministra da Saúde deverá intensificar-se no Parlamento, onde o PAN promete insistir na responsabilização do Governo. Resta saber se Ana Paula Martins resistirá à crescente contestação que atravessa partidos, utentes e profissionais.
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Crédito da imagem: PPulse
Fonte: PPulse