Falta de professores: ministro garante aulas a todos

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Falta de professores: ministro garante aulas a todos

Falta de professores: ministro garante aulas a todos Apesar de 78 % das escolas públicas registarem pelo menos um horário em falta, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, assegura que todas as turmas estão a ter aulas graças a mecanismos como horas extraordinárias e substituições rápidas.

Menos de 2 % do quadro por preencher

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), em 17 de Setembro existiam 2 410 pedidos de horário por preencher, o que representa menos de 2 % dos cerca de 130 000 docentes dos quadros públicos. O governante recorda que, todas as semanas, “entre 1 % e 2 % dos professores” têm de ser colocados, fenómeno que considera normal numa organização com milhares de trabalhadores sujeitos a baixas médicas ou reformas.

Lisboa e Setúbal concentram as maiores carências

A Agência para a Gestão do Sistema Educativo identificou 38 escolas com mais de dez horários em aberto, sendo 20 na área de Lisboa e cinco na Península de Setúbal. Onze desses estabelecimentos precisam de, pelo menos, dez docentes para completar os horários. Para mitigar o problema estrutural, o Governo prepara um concurso externo extraordinário com 1 800 vagas, das quais mais de 900 destinam-se à capital, cerca de 300 à Península de Setúbal e outro número semelhante ao Algarve.

Concursos extraordinários e professores disponíveis

Apesar das dificuldades de contratação em regiões do Sul, existem ainda 16 400 professores profissionalmente qualificados sem colocação, maioritariamente no Norte, que resistem a mudar-se para Lisboa, Setúbal ou Algarve, segundo Fernando Alexandre. O ministro sublinha que o sistema perde cerca de quatro mil docentes por ano para a reforma, além de baixas por doença ou licenças parentais.

Sistema de monitorização em desenvolvimento

Questionado sobre o número exacto de alunos sem aulas, o responsável explicou que está a ser criado um novo sistema de informação “à prova de bala”, baseado em dados certificados. O desenho estará concluído até ao ano lectivo de 2025/2026, garantindo métricas claras sobre eventuais falhas de leccionação.

Em declarações à imprensa, Fernando Alexandre reforçou que o essencial é “que todos os estudantes tenham aulas”, meta que, segundo afirma, está a ser cumprida, apesar das carências pontuais. Para aprofundar o tema, o portal do Governo disponibiliza estatísticas actualizadas sobre o corpo docente e concursos em curso.

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Crédito da imagem: PPulse
Fonte: PPulse

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://r4news.pt
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