Flotilha para Gaza: Carta exige ação do Governo português
Flotilha para Gaza: Carta exige ação do Governo português Flotilha para Gaza é o ponto central de uma carta aberta que apela ao Executivo de Lisboa para garantir a aplicação do Direito Internacional e a segurança dos três cidadãos portugueses que integram a missão humanitária.
Governo israelita ameaça impedir entrega de ajuda
Num texto intitulado “Carta Aberta ao Governo Português para o Cumprimento do Direito Internacional”, os signatários recordam uma publicação do ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, que declarou a intenção de “reter” a flotilha, impedindo a chegada de alimentos e medicamentos a Gaza. Para os autores, tal declaração pretende “intimidar os cidadãos envolvidos” e normalizar uma intervenção violenta, violando normas internacionais.
Portugueses na linha da frente
A carta é liderada pela deputada Mariana Mortágua, pelo ativista Miguel Duarte e pela actriz Sofia Aparício, todos a bordo de um dos cerca de 50 navios que compõem a Global Sumud Flotilla. O comboio, que zarpou de Barcelona no início de Setembro, reúne políticos, jornalistas, médicos e outros civis de mais de 40 nacionalidades, determinados a quebrar o bloqueio naval imposto a Gaza.
Apelo a Lisboa para garantir proteção
Os signatários instam o Governo português a repudiar publicamente as ameaças israelitas e a assegurar que a flotilha possa chegar ao enclave palestiniano sem incidentes. Recordam ainda os ataques com drones sofridos ao largo da Tunísia e da Grécia, bem como a detenção, em Junho, de embarcações da Free Gaza Flotilla em águas internacionais.
Contexto humanitário crítico
Segundo os últimos dados das autoridades locais, considerados credíveis pelas Nações Unidas, o conflito já causou pelo menos 65 419 mortos em Gaza. A ONU declarou formalmente estado de fome na cidade de Gaza a 22 de Agosto, sublinhando a urgência de um corredor de ajuda permanente. Organizações como a ONU classificam a situação como a pior crise alimentar que registaram.
Imagem: Internet
Além de exigir a proteção dos cidadãos portugueses, a carta insta Lisboa a “empregar todos os meios ao seu alcance, incluindo sanções”, para travar o que descreve como “genocídio” no território. Destaca ainda que 16 Estados — entre eles Espanha, Irlanda e Eslovénia — reconheceram oficialmente a legitimidade da missão.
Enquanto a flotilha se aproxima da zona de bloqueio, cresce a pressão diplomática para que o Governo português actue. A próxima decisão de Lisboa poderá determinar se a ajuda humanitária chegará ou não às famílias palestinianas que dela dependem.
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Crédito da imagem: PPulse
Fonte: PPulse