Portugal levou um susto logo no início da partida contra a Hungria, válida pela quarta rodada do Grupo F das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2026. Com apenas oito minutos de bola rolando no Estádio José Alvalade, em Lisboa, os visitantes abriram o placar e deixaram a equipe comandada por Roberto Martínez em situação desconfortável.
O lance decisivo começou em um escanteio cobrado pelo meio-campista Dominik Szoboszlai. A bola viajou até o segundo poste, onde o zagueiro Attila Szalai apareceu livre de marcação para concluir de primeira e vencer o goleiro Diogo Costa. O gol precoce “gelou” os jogadores portugueses, perceptível nas expressões de surpresa e frustração, inclusive de Cristiano Ronaldo, que acompanhou o lance próximo à área adversária.
Mesmo em desvantagem tão cedo, a torcida portuguesa não se calou. Em resposta imediata ao golpe húngaro, as arquibancadas de Alvalade ergueram um coro de incentivo, tentando reanimar a seleção anfitriã. Os gritos de “Portugal! Portugal!” ecoaram pelo estádio, demonstrando apoio incondicional e buscando reacender a concentração da equipe, que não conseguiu entrar em ritmo competitivo nos minutos iniciais.
Para o técnico espanhol Roberto Martínez, o gol sofrido expôs falhas de posicionamento defensivo em bolas paradas, ponto que vinha sendo trabalhado nos treinos. O treinador assistiu apreensivo ao momento em que seu sistema defensivo permitiu a infiltração de Szalai, episódio que comprometeu o planejamento estabelecido para o começo do duelo.
Diante do cenário adverso, Portugal precisou reagir rapidamente para não complicar a campanha no grupo. Ainda no primeiro tempo, Cristiano Ronaldo apareceu em duas oportunidades ofensivas, porém esbarrou na marcação húngara. A equipe da casa tentou acelerar o ritmo com trocas de passes mais curtas e pressão na saída de bola, enquanto a Hungria recuou em busca de contra-ataques.
Imagem: Efe
O gol húngaro transformou a atmosfera em Alvalade, convertendo a apreensão inicial em energia de apoio. Embora o início tenha sido descrito como “dormindo” por torcedores e comentaristas, o elenco português recebeu o empurrão da arquibancada e buscou reorganizar-se em campo logo após o susto provocado pelo escanteio de Szoboszlai.
Sem novas alterações no placar até a metade da etapa inicial, o duelo seguiu equilibrado, com Portugal tentando corrigir o mau começo e a Hungria administrando a vantagem mínima obtida. O desfecho dos 90 minutos, contudo, dependeria da capacidade portuguesa de superar o golpe psicológico causado pelo gol aos oito minutos.
Com informações de Notícias ao Minuto