Guarda da GNR de Vizela acusado de falta de zelo em queixa
Guarda da GNR de Vizela está sob processo disciplinar por alegada falta de zelo depois de ter recebido, a 27 de fevereiro, uma queixa de violência doméstica apresentada pela esposa do presidente da Câmara Municipal, Victor Hugo Salgado.
Processo aponta omissão de diligências
A acusação interna sustenta que o cabo-chefe não enviou qualquer patrulha ao local nem registou a chamada no relatório de atendimento. Segundo o despacho, citado pelo Jornal de Notícias, “o arguido foi negligente ao não usar os meios e capacidades que tradicionalmente se empregam para resolver ocorrências semelhantes”. Apesar de reconhecer arrependimento no interrogatório, a estrutura disciplinar da GNR concluiu que houve violação do dever de zelo.
Defesa contesta fundamentos da acusação
O advogado do militar, João Magalhães, afirma que a acusação está “eivada de fundamentalismo, demagogia e autoritarismo”. A defesa argumenta que o envio da única viatura do posto era inviável, uma vez que não existia flagrante delito e a vítima não indicou a morada exacta. O representante acrescenta que a patrulha de ocorrências deve ser mobilizada apenas para situações de maior urgência e lembra que a denunciante poderia formalizar queixa no hospital, como efectivamente sucedeu.
Queixa retirada, investigação reaberta
Após se deslocar pelo próprio pé ao Hospital de Guimarães para receber assistência, a vítima apresentou denúncia na PSP, retirando-a posteriormente. Ainda assim, o Ministério Público decidiu reabrir o inquérito criminal. No plano disciplinar, a acusação sublinha que o arguido é “militar disciplinado, leal, cumpridor e preocupado com o serviço”, mas mantém a imputação de falta de zelo.
Imagem: André Cravinho
O caso prossegue em fase de audiência, podendo resultar em sanções internas caso se confirme a infracção. Para acompanhar o desenrolar deste processo e outras notícias de âmbito nacional, visite a nossa secção País.
Crédito da imagem: Correio da Manhã
Fonte: Correio da Manhã