Habitação em Lisboa: candidatos prometem milhares de casas

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Habitação em Lisboa: candidatos prometem milhares de casas

Habitação em Lisboa: candidatos prometem milhares de casas

Habitação em Lisboa: candidatos prometem milhares de casas é a ideia-chave que une os nove candidatos à presidência da Câmara Municipal de Lisboa nas eleições locais de 12 de Outubro. Apesar de visões políticas diversas, todos assumem a crise habitacional como prioridade e apresentam metas ambiciosas para o mandato 2025-2029.

Coligações à direita e ao centro

A coligação PSD/CDS-PP/IL, liderada por Carlos Moedas, prevê erguer quase 5 000 fogos: 2 400 em Vale de Santo António e 2 000 em Vale de Chelas, reforçando parcerias com sectores social e privado para projectos de renda acessível. Já Bruno Mascarenhas (Chega) propõe 4 500 casas, com tipologias T2 a custar até 700 euros mensais, além de transformar metade dos actuais inquilinos municipais em proprietários e reduzir o IVA da construção para 6 %.

Propostas do bloco de esquerda

Alexandra Leitão, à frente da coligação PS/Livre/BE/PAN, quer desbloquear de imediato operações de arrendamento acessível em bairros como Restelo, Ajuda ou Benfica e lançar 4 500 novas casas municipais, complementadas por 1 500 unidades financiadas pelo Governo. O objectivo a longo prazo passa por garantir que 20 % do parque habitacional lisboeta seja público, recorrendo a construção modular e ao direito de preferência.

Pela CDU, João Ferreira defende reabilitar património disperso e construir em terrenos camarários, como as 430 casas previstas para Alto Restelo ou as 2 400 em Vale de Santo António. O programa inclui quotas de 25 % de habitação acessível em novos projectos e incentivos fiscais para colocar imóveis devolutos no mercado.

Novos partidos e projectos específicos

Ossanda Líber (Nova Direita) apresenta a proposta mais volumosa: 17 000 habitações até 2030, das quais 10 000 destinadas a famílias de baixos rendimentos e 7 000 a jovens e classe média, com rendas limitadas a 30 % do rendimento mensal. Volt, com José Almeida, defende um programa municipal público de 150 milhões de euros anuais para construir apartamentos de renda acessível, impondo uma quota de 60 % em novos empreendimentos e restringindo o alojamento local a duas unidades por proprietário.

Luís Mendes (RIR) quer 11 000 casas financiadas por parcerias público-privadas e fundos do PRR, além de mais residências estudantis. Adelaide Ferreira (ADN) propõe converter o Estabelecimento Prisional de Lisboa num bairro habitacional e transferir o aeroporto para Alcochete para libertar solo urbano. O PPM/PTP, representado por Tomaz Dentinho, sugere alinhar o IMI ao custo dos serviços urbanos, eliminar impostos sobre transacções imobiliárias e terminar o passe único metropolitano, alegando que encarece as periferias.

Contexto actual e desafios

O executivo municipal em funções, presidido por Carlos Moedas, é composto por sete vereadores da coligação Novos Tempos (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), sete da Mais Lisboa (PS/Livre), dois da CDU e um do BE. Num cenário de rendas em alta – o Instituto Nacional de Estatística estima um aumento superior a 40 % na última década – a próxima gestão enfrenta o desafio de garantir habitação digna e acessível para residentes, jovens e famílias.

Com promessas que variam entre 4 500 e 17 000 novos fogos, os candidatos convergem na urgência de construir, reabilitar e regular o mercado para devolver à capital o direito à casa.

Quer saber como estas medidas podem influenciar outras áreas da governação local? Visite a nossa secção de Política e acompanhe todas as actualizações.

Crédito da imagem: PPulse
Fonte: PPulse

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://r4news.pt
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.

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