Israel na Eurovisão: EBU votará participação em Novembro
Israel na Eurovisão: a União Europeia de Radiodifusão (EBU) marcou para o início de Novembro uma assembleia geral extraordinária onde os seus membros decidirão se a emissora pública israelita KAN poderá competir no 70.º Festival Eurovisão da Canção, agendado para Maio de 2026 em Viena, Áustria.
Divergência sem precedentes entre os membros
Num ofício citado pelo jornal austríaco Kronen Zeitung, a presidente da EBU, Delphine Ernotte, reconhece uma “diversidade de opiniões sem precedentes” relativamente à presença de Israel. O Conselho Executivo considerou que não era possível alcançar um consenso interno e, por isso, remeteu a decisão para todos os membros, defendendo “uma base democrática mais ampla”.
Ameaças de boicote aumentam pressão
O clima de divisão adensou-se depois de vários países ameaçarem retirar-se caso Israel seja autorizado a concorrer. Espanha, através do presidente da RTVE, José Pablo López, avisou que abandonará o certame de 2026 se a participação israelita avançar, tornando-se o primeiro integrante do grupo Big 5 – que inclui ainda Reino Unido, França, Alemanha e Itália – a assumir publicamente essa posição.
Irlanda (RTÉ), Países Baixos (AVROTROS), Eslovénia e Islândia juntaram-se igualmente ao coro de críticas, citando a ofensiva militar na Faixa de Gaza como razão para o possível boicote. A emissora neerlandesa declarou já “injustificável” a presença de Israel “face ao sofrimento humano em curso”.
Próximos passos da votação
Com a reunião antecipada de Dezembro para Novembro, cada membro da EBU terá direito de voto sobre a elegibilidade de Israel. A decisão final deverá ser divulgada ainda nesse mês, permitindo ao organismo ajustar atempadamente a lista de participantes do concurso de 2026. Especialistas apontam que a exclusão do país poderá desencadear debates sobre o papel político da Eurovisão e a necessidade de novos critérios de participação.
Imagem: Internet
De acordo com a BBC, a controvérsia já gera impacto reputacional na EBU, tradicionalmente defensora da “inclusão e diálogo cultural” entre as nações.
Resta agora saber se a assembleia extraordinária conseguirá pôr termo a uma das crises mais delicadas dos 70 anos de história do certame.
Para acompanhar os próximos desenvolvimentos internacionais, visite a nossa secção Mundo da R4News e mantenha-se informado.
Crédito da imagem: Kronen Zeitung
Fonte: PPulse