A ex-atacante inglesa Lianne Sanderson, hoje comentarista da Sky Sports, voltou a exaltar Cristiano Ronaldo após os dois gols marcados pelo capitão de Portugal no empate por 2 a 2 com a Hungria, na terça-feira (15), pela quarta rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. O resultado levou o português aos 948 gols na carreira, 52 a menos da meta simbólica de 1.000 tentos.
Durante o programa exibido nesta quarta-feira (16), Sanderson destacou que o feito de CR7 dificilmente será igualado e colocou apenas Lionel Messi no mesmo patamar de grandeza. “Estamos diante de algo que provavelmente não se repetirá. É preciso reconhecer que fazemos parte da geração que viu Cristiano e Messi atuarem ao mesmo tempo”, disse.
Mil gols ou Bola de Ouro?
Questionada sobre qual conquista teria mais peso — alcançar 1.000 gols ou ganhar outra Bola de Ouro —, a ex-jogadora não hesitou em apontar o que imagina ser a preferência do astro. Segundo ela, Ronaldo optaria pelo prêmio individual, por representar o reconhecimento como melhor jogador da temporada. “A marca dos mil gols é extraordinária, mas a Bola de Ouro simboliza o auge do desempenho anual”, argumentou.
Sanderson salientou ainda que o atacante alcançou a maioria de seus gols nos grandes palcos do futebol europeu antes da transferência para a Arábia Saudita. “Não se trata de chegar à liga saudita e marcar centenas de gols que poucos valorizam. Ele competiu ao mais alto nível por muitos anos”, afirmou.
Comparações com a nova geração
A Sky Sports exibiu números de Ronaldo lado a lado com as estatísticas de Harry Kane, Kylian Mbappé e Erling Haaland — todos mais jovens que o português. Para a comentarista, porém, nenhum deles mostrou até agora capacidade de sustentar produção semelhante por uma década e meia. “Gosto muito desses atacantes, mas não creio que veremos outro Cristiano Ronaldo chegar a esses números”, frisou.
A ex-atleta também comentou o cenário atual da Bola de Ouro, citando nomes como Ousmane Dembélé, Rodri e o jovem Lamine Yamal como possíveis vencedores nos próximos anos. Para ela, a alternância entre vários candidatos contrasta com o domínio que Ronaldo e Messi exerceram por cerca de quinze temporadas consecutivas.
Imagem: Internet
Sanderson encerrou a análise revelando que costuma defender Ronaldo em discussões sobre quem é o maior da história. “Muitos preferem Messi, mas não se pode ignorar a grandeza de ambos. Ainda assim, para mim, Cristiano é o melhor de todos os tempos”, concluiu.
Com os dois gols diante da Hungria, o atacante de 40 anos tornou-se também o maior artilheiro da história das fases de qualificação para Copas do Mundo. Resta agora a missão de transformar mais 52 finalizações em gol para atingir a marca dos 1.000, objetivo que o próprio jogador já admitiu perseguir.
Com informações de Notícias ao Minuto