Luís Marques Mendes defende presidência contida e pontes
Luís Marques Mendes defende presidência contida e pontes políticas. O candidato presidencial assegura que, se for eleito, reforçará a proximidade aos cidadãos e manterá a construção de consensos entre partidos, mas com contenção nas declarações públicas.
Experiência e independência no centro da candidatura
Em entrevista à SIC Notícias, o antigo líder parlamentar sublinhou que «os portugueses devem votar em mim pela experiência e pela independência». Recordou três décadas de percurso autárquico, parlamentar e governativo, alegando que o cargo de Presidente é «o mais político do país» e exige currículo sólido.
Questionado sobre a desvinculação do PSD, Marques Mendes afirmou: «Independência não se proclama, pratica-se». O candidato referiu os 12 anos de comentário televisivo como prova, onde elogiou e criticou todos os governos, incluindo os sociais-democratas.
Apoios e pontes partidárias
Marques Mendes considera a sua candidatura «inclusiva» e diz contar com apoios formais do CDS, de sectores do PSD e de independentes. Relativamente a Cavaco Silva ou Passos Coelho, respondeu que ficaria «agradado» se o apoio chegar, mas «confortável» se tal não acontecer. Realçou ainda que as sondagens, onde partia atrás, o colocam agora empatado com os principais adversários.
Restrições nas palavras, abertura aos cidadãos
O candidato defendeu que «um Presidente deve ser contido para que a palavra tenha valor». Recordou que, como comentador, falava apenas aos domingos, recusando multiplicar intervenções. Sobre a popularidade de selfies, prometeu manter a proximidade: «Sempre estive junto das pessoas, continuarei genuíno».
Imagem: Internet
Relação com Chega e reformas institucionais
Marques Mendes declarou que nomeará o líder do Chega caso o partido vença eleições, pois «recusar seria um golpe constitucional». No entanto, admite exigir compromissos escritos se o programa contiver iniciativas incompatíveis com a Constituição da República Portuguesa, como prisão perpétua. O candidato defende ainda legislação que obrigue os partidos a criar comités de ética internos.
Ao congratular Portugal pelo reconhecimento do Estado da Palestina, alinhado com França e Reino Unido, Marques Mendes destacou «um passo importante na política externa».
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Crédito da imagem: PPulse
Fonte: PPulse