Marcelo Rebelo de Sousa em Angola para o 11 de Novembro
Marcelo Rebelo de Sousa em Angola para o 11 de Novembro abre as celebrações oficiais do Dia da Dipanda, depois de a Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas ter validado, por unanimidade, a deslocação presidencial.
Aprovação parlamentar sem reservas
O projecto de resolução apresentado pelo presidente da Assembleia da República, José Aguiar-Branco, passou sem votos contra nem declarações de voto. A autorização legislativa era imprescindível, dado que a Constituição exige o aval do Parlamento sempre que o Chefe de Estado se ausenta do território nacional.
Significado histórico do 11 de Novembro
A data assinala a proclamação da independência de Angola por Agostinho Neto em 11 de Novembro de 1975, momento que marcaria o fim da administração colonial portuguesa. Neto, um dos fundadores do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), liderou o país até à sua morte, em 1979. Seguiu-se uma presidência interina de dez dias, conduzida por Lúcio Lara, também militante histórico do MPLA, até à investidura de José Eduardo dos Santos.
Dos Santos permaneceu no poder durante 38 anos, sendo substituído em 2017 por João Lourenço, actual Presidente da República de Angola. O feriado nacional é popularmente conhecido como Dia da Dipanda, termo em quimbundo que significa “independência”. De acordo com o Encyclopaedia Britannica, a ruptura com Portugal desencadeou transformações profundas na política e na economia angolanas.
Agenda de Marcelo em Luanda
A Presidência ainda não divulgou o programa completo, mas fontes diplomáticas admitem que Marcelo Rebelo de Sousa participe em cerimónias militares, discursos oficiais e encontros bilaterais com João Lourenço. É expectável que a comunidade portuguesa em Angola tenha também um momento de contacto com o chefe de Estado.
Imagem: Internet
A visita reforça a dimensão histórica e simbólica das relações luso-angolanas, 49 anos depois do fim da guerra colonial e sete anos após a tomada de posse de Lourenço. O Governo português não prevê, para já, a assinatura de novos acordos, sublinhando que se trata “sobretudo de uma presença institucional” para assinalar a data nacional angolana.
Para mais análises sobre a política externa portuguesa, consulte a nossa secção de Mundo e acompanhe a cobertura contínua.
Crédito da imagem: PPulse
Fonte: PPulse