Mobilidade involuntária sem ordem, garante ministra
Mobilidade involuntária sem ordem, garante ministra foi a mensagem que Ana Paula Martins deixou esta terça-feira na Comissão Parlamentar de Saúde, ao negar qualquer decisão governamental que imponha deslocações forçadas a equipas de obstetrícia.
Negociação com sindicatos antecede decreto
A ministra da Saúde clarificou que «não existe ordem para aplicar mobilidade» e que o executivo prepara apenas um decreto, ainda em fase de análise jurídica, que só avançará após negociações formais com os sindicatos representativos. A garantia responde às notícias avançadas pelo jornal Expresso, segundo as quais a equipa de obstetrícia do Hospital do Barreiro seria mobilizada para assegurar turnos de urgência no Hospital Garcia de Orta, em Almada, no âmbito da concentração de serviços na margem sul.
De acordo com Ana Paula Martins, o plano de reorganização prevê sete equipas completas em Garcia de Orta e três adicionais para prestação de serviços, contando com o apoio do Hospital de Setúbal para receber casos encaminhados pelo INEM e pela SNS 24. «O que saiu na imprensa não corresponde à verdade e nem sequer está em cima da mesa avançar sem diálogo», reforçou.
A governante sublinhou que o diploma em preparação analisará «um regime capaz de minimizar o impacto das deslocações» quando estas se mostrarem indispensáveis e procurará «incentivar o trabalho em equipa», abrangendo médicos, enfermeiros e técnicos de saúde. «É facto que estes profissionais nunca foram devidamente compensados pelas deslocações», admitiu, acrescentando que o futuro enquadramento irá colmatar essa lacuna.
Fontes do gabinete da ministra confirmaram ao Expresso que o projecto de decreto já se encontra nas mãos dos assessores jurídicos. Contudo, a titular da pasta da Saúde assegura que qualquer despacho definitivo será precedido de diálogo, afastando o cenário de mobilidade involuntária automática.
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Fonte: PPulse