Montenegro nega atraso na investigação à Spinumviva
Montenegro nega atraso na investigação à Spinumviva – O primeiro-ministro assegurou hoje que não tem qualquer responsabilidade na duração da averiguação preventiva ao grupo familiar Spinumviva, declarando-se «muito tranquilo» e desejoso de ver o processo concluído rapidamente.
Montenegro nega atraso na investigação à Spinumviva
À margem de uma ação de pré-campanha para as Autárquicas em São João da Madeira, no distrito de Aveiro, Luís Montenegro sublinhou que o eventual atraso «não é por mim», reforçando que pretende a conclusão «o mais cedo possível». O comentário surgiu depois de o jornal Público ter noticiado uma alegada insinuação do gabinete do primeiro-ministro sobre motivações políticas na calendarização dos pedidos de documentação efetuados pelo Ministério Público (MP) e pela Polícia Judiciária (PJ).
Montenegro esclareceu que recebeu «dois pedidos de esclarecimento»: um durante a campanha para as Legislativas e outro «agora nas vésperas das eleições autárquicas». «Isso é um facto, não é insinuação nenhuma», reiterou. O chefe do Governo defendeu que a coincidência das datas foi apenas assinalada no âmbito de uma resposta oficial, sem acusar qualquer órgão de investigação de agir com segundas intenções.
A 19 de setembro, o líder do Executivo já havia confirmado a receção de um novo pedido do MP, classificando-o como «normal» e garantindo celeridade no envio dos documentos solicitados. Contudo, recusou detalhar a natureza desses elementos, limitando-se a assegurar que a documentação seria reunida «o mais rápido possível».
Segundo a Procuradoria-Geral da República, os novos elementos pedidos destinam-se a concluir a averiguação preventiva relacionada com os negócios da Spinumviva, empresa pertencente à família do governante.
Imagem: Lusa
Montenegro insistiu que tem cooperado «sem reservas» com as autoridades e que a investigação deve prosseguir «sem pressões externas». O primeiro-ministro considerou ainda que todo o processo «demonstra transparência» da sua parte, reiterando que continuará a fornecer a informação exigida.
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Crédito da imagem: Público
Fonte: Público