Montenegro pede responsabilidade à oposição no Orçamento
Montenegro pede responsabilidade à oposição e avisa que o país não pode ficar refém de crises partidárias, estimando um crescimento económico próximo de 2% e um superávite de 0,3% em 2025, durante o debate quinzenal realizado esta quarta-feira no parlamento.
Montenegro pede responsabilidade à oposição no Orçamento
No arranque do debate, o primeiro-ministro sublinhou que o Executivo “tudo fará” para garantir estabilidade política e continuidade do desempenho financeiro, recordando as reuniões mantidas com todos os grupos parlamentares nas últimas semanas.
Programa validado e metas económicas
Luís Montenegro frisou que o programa de Governo aprovado corresponde à coligação PSD/CDS-PP e não foi rejeitado pela Assembleia. Nesse enquadramento, insistiu que “este não é o momento para agendas partidárias egoístas”, apelando a todas as bancadas para colocarem “o interesse nacional acima de qualquer cálculo particular”.
Quanto às contas públicas, reconheceu um “contexto desafiante”, mas manteve os objectivos centrais: crescimento acima da média da União Europeia em 2025, na ordem dos 2%, saldo orçamental positivo de 0,3% e redução sustentada do rácio da dívida. Segundo Montenegro, estas metas são “atingíveis” se for preservada a confiança interna e externa.
Estabilidade como farol internacional
O chefe do Executivo defendeu que Portugal deve continuar a ser “um farol de estabilidade” num cenário global marcado por incertezas geopolíticas. Alertou ainda que o país “não deve ficar refém de crises políticas ditadas por caprichos partidários ou pessoais”.
Imagem: Lusa
Para fundamentar a necessidade de disciplina orçamental, Montenegro citou indicadores europeus e lembrou que, de acordo com dados da Eurostat, o crescimento médio da UE deverá ficar ligeiramente abaixo de 2% no próximo ano, o que coloca Portugal perante uma oportunidade de convergência.
Ao encerrar a intervenção, reforçou o convite à oposição para um debate construtivo do Orçamento do Estado, garantindo abertura a “iniciativas úteis ao interesse público”, mas rejeitando “medidas que ponham em causa a trajectória de consolidação”.
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Crédito da imagem: Lusa
Fonte: Lusa