Portugal quer voz global no Conselho de Segurança da ONU
Portugal quer voz global no Conselho de Segurança da ONU – compromisso assumido esta quarta-feira por Marcelo Rebelo de Sousa perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. O Presidente da República garantiu que, caso o país conquiste um lugar de membro não-permanente para o biénio 2027-2028, actuará “sem agendas escondidas” e em estreita colaboração com todos os Estados.
Compromisso de representatividade e eficácia
Falando em português e inglês, Marcelo destacou o “historial de serviço” de Portugal na organização e sublinhou a intenção de “prevenir, criar parcerias e proteger”. O chefe de Estado defendeu igualmente a reforma do Conselho de Segurança da ONU, enfatizando que o órgão deve espelhar a geopolítica do século XXI e não o equilíbrio de forças de 1945.
Candidatura disputada por Alemanha e Áustria
O lugar de membro não-permanente em disputa será votado em 2026. Além de Portugal, Alemanha e Áustria já oficializaram as respectivas candidaturas, aumentando a competição pelo assento que, se conquistado, permitirá participar directamente nas decisões de paz e segurança internacionais durante dois anos.
Portugal promete transparência e diálogo
Marcelo assegurou que Lisboa está “disponível para assumir responsabilidades acrescidas” e comprometeu-se a exercer o mandato “sem discriminações”. O Presidente salientou a proximidade de Portugal a todos os Estados-membros, característica que, segundo afirmou, reforça a capacidade do país para funcionar como ponte diplomática em conflitos e negociações globais.
Imagem: Lusa
Encerrando a intervenção, o chefe de Estado reiterou que Portugal pretende contribuir para um Conselho de Segurança mais representativo, eficaz e legítimo, colocando-se ao lado dos esforços multilaterais em prol da paz mundial.
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Crédito da imagem: ONU
Fonte: Lusa