Privatização da TAP sem desconto de ações para trabalhadores

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Privatização da TAP sem desconto de ações para trabalhadores

Privatização da TAP sem desconto de ações para trabalhadores abre mão da tradicional bonificação de 5 % na compra de títulos pelos colaboradores, numa estratégia do Governo para salvaguardar os 3,2 mil milhões de euros injetados na companhia.

Privatização da TAP sem desconto de ações para trabalhadores

O Ministério das Infraestruturas confirmou à agência Lusa que o novo quadro da privatização da TAP mantém a possibilidade de até 5 % do capital social ser adquirido por empregados, mas elimina qualquer condição preferencial. Noutras privatizações, esses trabalhadores beneficiaram de um desconto direto de 5 %.

Segundo o Executivo, a prioridade é equilibrar «o direito dos trabalhadores a participarem na assembleia-geral» com «o direito dos contribuintes a maximizarem o retorno financeiro» após o esforço público feito durante a pandemia. O despacho foi publicado na noite de segunda-feira no Diário da República, marcando o arranque formal do processo.

Entre os pontos-chave, destaca-se a venda direta de 44,9 % do capital da transportadora, que deverá estar concluída no prazo máximo de um ano. O comprador ficará impedido de alienar a posição durante os cinco anos subsequentes.

Só companhias aéreas com receitas superiores a 5 mil milhões de euros em pelo menos um dos últimos três exercícios, e que cumpram critérios de integridade e robustez financeira, poderão apresentar propostas. Na avaliação, o Governo ponderará planos de expansão da frota, investimentos em manutenção, utilização de combustíveis sustentáveis, respeito pelos acordos laborais e capacidade de reforçar a estrutura acionista da TAP.

O calendário define 22 de novembro como data-limite para manifestações de interesse, seguindo-se propostas não vinculativas e, posteriormente, ofertas vinculativas. Até ao momento, Air France-KLM, Lufthansa e International Airlines Group (IAG) — dono da British Airways e da Iberia — admitiram publicamente participar. O Governo garante, contudo, que existem outros potenciais concorrentes.

Qualquer tranche não subscrita pelos trabalhadores será transferida para o investidor privado que assegurar a posição acionista, garantindo, segundo Lisboa, «certeza e celeridade» no fecho da operação.

Para saber mais sobre os próximos passos da economia nacional, visite a nossa secção de Política e Economia e acompanhe as atualizações.

Crédito da imagem: PPulse
Fonte: PPulse

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://r4news.pt
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.

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