Rede hospitalar de obstetrícia: relatório entregue ao Ministério

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Rede hospitalar de obstetrícia: relatório entregue ao Ministério

Rede hospitalar de obstetrícia: relatório entregue ao Ministério abriu o caminho para a reorganização dos serviços de ginecologia-obstetrícia em Portugal, após ter sido hoje remetido ao ministro da Saúde pelos peritos da Comissão Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente.

Rede hospitalar de obstetrícia: relatório entregue ao Ministério

O documento, que esteve em consulta pública durante um mês, incorpora sugestões consideradas pertinentes e descreve que tipo de hospitais existe em cada região e de que forma estas unidades devem articular-se quando a sua capacidade fica esgotada. Segundo o coordenador do grupo de trabalho, Alberto Caldas Afonso, trata-se de uma “referência fundamental” para o próximo passo: a organização das urgências de ginecologia-obstetrícia.

O pediatra sublinhou que a proposta assenta nos recursos disponíveis, “sem nunca comprometer a segurança da parturiente nem do recém-nascido”. Entre as linhas vermelhas fixadas está a garantia de que nenhuma grávida fique sem assistência de qualidade, mesmo em zonas onde se registam maiores constrangimentos.

Embora a Península de Setúbal seja o caso mais mediático, Caldas Afonso alertou para dificuldades semelhantes noutras áreas do país, exigindo soluções abrangentes. O grupo tinha prazo até hoje para apresentar a rede de referenciação em neonatologia e pediatria, mas optou por antecipar essa entrega e adiar para o final da semana a proposta específica sobre a rede de urgências.

“Possivelmente é a última reunião antes de enviarmos o parecer técnico à ministra Ana Paula Martins”, referiu o responsável, durante a conferência “Convenção sobre os Direitos da Criança: 35 Anos em Portugal”, na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.

Especialistas recordam que uma coordenação eficaz reduz riscos clínicos e otimiza recursos. A Organização Mundial da Saúde recomenda redes integradas para garantir partos seguros, orientação que o relatório nacional segue ao mapear capacidades e propor encaminhamentos claros.

No balanço, o presidente da Comissão reiterou que “nenhuma mulher portuguesa pode ser excluída de assistência de qualidade” e que o plano agora entregue deverá servir de base à reestruturação das urgências, prevista para os próximos meses.

Para acompanhar os desdobramentos desta proposta e outras notícias sobre políticas de saúde no país, visite a nossa secção País e mantenha-se informado.

Crédito da imagem: Comissão Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente
Fonte: Lusa

Vinicius Balbino
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Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.

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