Relatório IGAS liga 3 das 12 mortes à greve do INEM

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Relatório IGAS liga 3 das 12 mortes à greve do INEM

Relatório IGAS liga 3 das 12 mortes à greve do INEM e confirma que os atrasos ocorridos durante a paralisação dos técnicos de emergência pré-hospitalar, em Outubro e Novembro de 2024, agravaram o desfecho de alguns casos.

Relatório IGAS liga 3 das 12 mortes à greve do INEM

A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) concluiu os inquéritos relativos a 12 óbitos registados no período da greve do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). De acordo com o documento, apenas três casos apresentam ligação directa entre o atraso na resposta e a morte das vítimas.

O incidente mais grave ocorreu em Mogadouro, Bragança, a 2 de Novembro: um homem de 84 anos engasgou-se e aguardou vários minutos até que o CODU atendeu a chamada. IGAS considera que a demora «influenciou significativamente» o resultado final.

Dois dias depois, a 4 de Novembro, faleceram um homem de 95 anos em Matosinhos e um de 53 anos em Pombal. No primeiro caso, o centro de orientação não atendeu nem devolveu a chamada; no segundo, a inexistência de transporte rápido para uma via verde coronária poderá ter sido determinante. Estes três episódios são, segundo o relatório, os únicos onde se estabelece «nexo causal» entre a falha de resposta e o desfecho fatal.

Nos restantes nove processos, IGAS não detectou ligação directa entre o atraso e o óbito. Entre eles estão o enfarte de um homem de 86 anos em Bragança (31 de Outubro), a paragem cardiorrespiratória de uma mulher de 74 anos em Almada e várias situações envolvendo doentes idosos com patologias pré-existentes. Em todos, o organismo sustenta que a probabilidade de sobrevivência era «muito reduzida» mesmo com assistência imediata.

Apesar de reconhecer constrangimentos no CODU e falta de ambulâncias de bombeiros, a IGAS não imputou responsabilidades disciplinares ao conjunto dos profissionais, mas recomendou ao INEM a abertura de processo contra um técnico e a avaliação da continuidade de serviço de um médico, face à gravidade das falhas identificadas em Pombal.

O relatório assinala ainda que, durante a greve, o volume de chamadas desviadas do 112 sobrecarregou o sistema, provocando tempos de espera superiores a uma hora em alguns distritos. A IGAS insta o Ministério da Saúde a rever protocolos de contingência para prevenir atrasos semelhantes em futuras paralisações.

Para saber mais sobre os impactos da greve no sector da saúde, consulte a secção País e acompanhe as actualizações.

Crédito da imagem: Notícia Ao Minuto
Fonte: PPulse

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://r4news.pt
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.

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