Resíduos hospitalares domésticos: Zero pede celeridade
Resíduos hospitalares domésticos: Zero pede celeridade à implementação do sistema de recolha selectiva que a legislação portuguesa fixa para entrar em funcionamento até Dezembro, advertiu hoje a associação ambientalista Zero.
Resíduos hospitalares domésticos: Zero pede celeridade
Em vésperas do Dia Mundial da Saúde Ambiental, assinalado a 26 de Setembro, a Zero sublinha que agulhas, seringas, tiras-teste ou cateteres usados em casa, sobretudo por pessoas com diabetes, continuam a ser descartados no lixo indiferenciado. Essa prática, alerta a associação, coloca em risco trabalhadores da recolha e tratamento de resíduos urbanos e a comunidade em geral.
A lei determina que as empresas que comercializam estes produtos financiem a recolha e o tratamento adequados. O regime de responsabilidade alargada do produtor deve estar integralmente aplicado até 31 de Dezembro de 2025, estabelecendo ainda a meta de recolher 75 % deste tipo de resíduos até 31 de Dezembro de 2030.
No passado dia 12 foi constituída a entidade gestora responsável pelo futuro sistema, mas a Zero insta a Agência Portuguesa do Ambiente a concluir rapidamente os trâmites legais para a sua aprovação, de modo a respeitar o calendário definido.
Citando dados da Associação de Farmácias de Portugal, a organização ambiental estima que o consumo anual destes materiais atinge 250 milhões de unidades. Quando misturados no lixo comum, estes resíduos perfurantes e cortantes agravam a exposição a agentes patogénicos.
Imagem: Internet
Para a Zero, a solução passa por contentores próprios nos pontos de venda e por campanhas de sensibilização que incentive os utilizadores a separar correctamente o chamado “lixo hospitalar doméstico”. A associação defende ainda o reforço da fiscalização para garantir que os produtores cumprem as obrigações, evitando que os custos recaiam sobre os municípios e, em última instância, sobre os contribuintes.
Ao exigir celeridade, a Zero considera que a concretização do sistema de recolha representará “um passo decisivo” para proteger a saúde pública e reduzir o impacto ambiental dos resíduos de autocuidados.
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Crédito da imagem: PPulse
Fonte: PPulse