Superavit orçamental português atinge 1,9% no 2.º trimestre

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Superavit orçamental português atinge 1,9% no 2.º trimestre

Superavit orçamental português atinge 1,9% no 2.º trimestre, de acordo com dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O saldo das Administrações Públicas somou 1 412 milhões de euros, equivalendo a 1,9 % do Produto Interno Bruto (PIB), ainda que inferior aos 2,5 % registados no mesmo período de 2024.

Indicadores de receita e despesa

A receita pública aumentou 4,6 % em termos homólogos, impulsionada pelo crescimento de 6,6 % nos impostos sobre produção e importações, de 1,9 % nas contribuições sociais e de 53 % na receita de capital, esta última atribuída à maior entrada de verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Do lado da despesa, verificou-se um acréscimo global de 6,3 %, com destaque para a remuneração dos trabalhadores da Administração Pública (7,7 %), prestações sociais (4,7 %), consumo intermédio (2,4 %) e encargos com juros (1,9 %). As subvenções foram a única rubrica em queda, recuando 12,2 %.

Saldo semestral e redução da dívida

No primeiro semestre, o superavit manteve-se em 1 % do PIB, repetindo o resultado de igual período de 2024. Segundo o ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, estes números “confirmam uma trajectória orçamental prudente e responsável”.

A dívida bruta das Administrações Públicas baixou para 93,6 % do PIB, face aos 96,9 % observados há um ano. O executivo tenciona reduzir o indicador para menos de 80 % até 2030, meta que tem beneficiado da recente melhoria de rating pela S&P e Fitch.

Projecções e alerta do Governo

O Programa de Estabilidade prevê um superavit de 0,3 % do PIB para 2025 e de 0,1 % em 2026. A consolidação orçamental portuguesa é acompanhada de perto por entidades internacionais; estimativas da OCDE podem ser consultadas no portal oficial da organização.

Miranda Sarmento defende que “não se deve interromper o ciclo de equilíbrio orçamental e redução da dívida” para preservar a confiança de mercados e investidores no país.

Quer saber como estas metas influenciam outras áreas governamentais? Consulte a nossa cobertura em política nacional e acompanhe as próximas actualizações.

Crédito da imagem: National Institute of Statistics (INE)
Fonte: PPulse

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://r4news.pt
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.

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