Trânsito nas escolas de Braga exige ação política imediata
Trânsito nas escolas de Braga exige ação política imediata é a mensagem que o Bloco de Esquerda (BE) dirige ao executivo municipal, ao reclamar soluções rápidas para reduzir engarrafamentos e atropelamentos nos acessos aos estabelecimentos de ensino.
Trânsito nas escolas de Braga exige ação política imediata
O candidato bloquista à Câmara de Braga, António Lima, e a cabeça-de-lista à Assembleia Municipal, Alexandra Vieira, desafiaram o actual vereador do Urbanismo, também candidato da coligação Juntos por Braga, a actuar sem demora sobre a sinistralidade e o congestionamento que marcam as horas de ponta nas zonas escolares.
Para os dois dirigentes, o problema «depende apenas de vontade política» e tem resolução imediata. Em comunicado enviado às redacções, o BE lembra que o mandato em vigor «teve tempo» para intervir, mas preferiu «varrer o assunto para debaixo do tapete», apesar do «número elevado de atropelamentos» registado.
Entre as medidas propostas destacam-se a redução do tráfego automóvel nas imediações das escolas, a instalação de lombas e passadeiras elevadas, sinalização horizontal e vertical reforçada, bem como iluminação dedicada. O partido defende ainda corredores específicos para transportes colectivos e mobilidade suave, além da criação de baias devidamente sinalizadas nas paragens de autocarro, acompanhadas de fiscalização para evitar a ocupação indevida por veículos particulares.
Na semana de arranque do ano lectivo, Lima e Vieira deslocaram-se a um dos estabelecimentos com maior população estudantil do concelho para observar in loco o fluxo matinal. Segundo os bloquistas, o uso massivo do automóvel contrasta com um sistema de transporte colectivo «preso nas filas» e obrigado a parar em plena faixa de rodagem, já que as baias «ou não existem ou estão bloqueadas».
Imagem: BE Braga
O BE sublinha que apenas uma passadeira serve a área visitada, localizando-se «longe das paragens» e revelando-se «imperceptível», facto que incentiva os alunos a atravessar a via entre os carros. A ausência de sinalização adequada e de passadeiras elevadas agrava o risco de acidente, num «círculo vicioso» que mantém as famílias dependentes do automóvel.
De acordo com dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, áreas escolares com tráfego intenso apresentam maior incidência de atropelamentos, reforçando a urgência de intervenção. O BE considera «tardia e avulsa» a recente colocação de lombas na Rua Padre Francisco de Almeida, realizada a um mês das eleições autárquicas.
O debate sobre o trânsito nas escolas de Braga permanece em aberto; continue a acompanhar a actualidade municipal na nossa secção País.
Crédito da imagem: BE Braga
Fonte: BE Braga