Venda de imóveis públicos é erro político, alerta Carneiro
Venda de imóveis públicos motiva fortes críticas do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que acusa o Governo de falhar em todas as variáveis da política económica. Após reunir-se em Lisboa com a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, o dirigente considerou a alienação de nove edifícios e a entrega de 14 terrenos a parcerias público-privadas um “erro político” que ignora as necessidades habitacionais, sobretudo na capital.
Falhas nas previsões económicas
Carneiro recordou que o Conselho das Finanças Públicas revê agora o crescimento do PIB para 1,9 % em 2024, confirmando, segundo o PS, alertas anteriores sobre a inconsistência das metas governamentais. O socialista apontou igualmente o fraco investimento público, o endividamento das famílias e a persistência da inflação como indícios de uma política económica em derrota.
Receita incerta para o Orçamento
O líder do PS teme que a alienação do património sirva apenas para sustentar previsões de receita no Orçamento do Estado para 2025. Caso as vendas não se concretizem pelos valores estimados, advertiu, projectos de investimento poderão ficar sem cobertura financeira. “Estamos perante uma forma de engenharia orçamental que pode não se confirmar”, frisou.
Imóveis históricos na lista
A operação anunciada pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, inclui a antiga sede do Conselho de Ministros, palco simbólico onde o Executivo assinou um acordo de financiamento com o Banco Europeu de Investimento. Para Carneiro, tais edifícios poderiam ser adaptados a habitação e não vendidos ao mercado.
Imagem: Lusa
Expectativa sobre o OE2025
O PS aguarda a proposta orçamental para verificar se o Governo ajustará as previsões económicas e explicará o destino das receitas da alienação. “Vamos escrutinar todas as opções”, concluiu o secretário-geral.
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Crédito da imagem: Lusa
Fonte: Agência Lusa