Videovigilância em Braga avança com 133 câmaras até 2028

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Videovigilância em Braga avança com 133 câmaras até 2028

Videovigilância em Braga avança com 133 câmaras até 2028 depois de a Câmara Municipal ter aprovado, esta terça-feira, um protocolo com a PSP que viabiliza a instalação do sistema em áreas consideradas críticas da cidade.

Videovigilância em Braga avança com 133 câmaras até 2028

A maioria PSD/CDS-PP e os vereadores do PS votaram a favor do acordo, que prevê 82 câmaras na fase inicial, marcada para 2026, num investimento estimado em 1,7 milhões de euros. Até 2028, o total chegará a 133 dispositivos distribuídos pelos bares da Universidade do Minho, centro histórico, zonas pedonais e parques do Picoto, Ponte e Camélias.

O protocolo define que o município financia, adquire e mantém toda a infraestrutura, enquanto a PSP assume a operação e a monitorização no Centro de Comando e Controlo. O sistema só avançará após parecer obrigatório da Comissão Nacional de Proteção de Dados, entidade que fiscaliza o cumprimento das normas de privacidade.

Apesar da aprovação, a CDU votou contra. O vereador Vítor Rodrigues argumenta que a videovigilância «não dissuade a criminalidade» e acabará por servir de «desculpa» para não reforçar o policiamento de proximidade. «Qualquer ladrão adapta-se, basta atuar de cara tapada», afirmou, alertando ainda para o risco de exposição de cidadãos que «não deviam ser vigiados».

O presidente da autarquia, Ricardo Rio, sublinhou que o processo «decorre há mais de um ano» e que o protocolo representa apenas «o primeiro passo» antes do lançamento do concurso público. O executivo municipal defende que as câmaras irão «reforçar a proteção de pessoas e bens, prevenir e reduzir a criminalidade, apoiar a resposta policial e salvaguardar o património cultural».

Em 2027 serão acrescentadas 33 câmaras e, no ano seguinte, as derradeiras 18. Segundo o município, o investimento mais pesado concentra-se na primeira fase, que inclui servidores, sala de controlo e software de análise de imagens.

A autarquia acredita que a videovigilância complementará o trabalho policial, permitindo atuação «mais célere e eficaz» em locais de maior risco. Já a oposição comunista insiste que «os custos éticos ultrapassam os proveitos» e reitera a necessidade de «mais agentes visíveis nas ruas».

Para continuar a acompanhar a evolução deste e de outros projectos municipais, visite a nossa secção País e mantenha-se informado.

Crédito da imagem: Agência Lusa
Fonte: Agência Lusa

Vinicius Balbino
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Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.

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