Volt Rio Maior apresenta queixa-crime por ataques

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Volt Rio Maior apresenta queixa-crime por ataques

Volt Rio Maior apresenta queixa-crime por ataques depois de uma explosão com engenho artesanal na sede de campanha e de intimidações nocturnas contra o cabeça-de-lista Jorge Silva, relatadas à GNR.

Volt Rio Maior apresenta queixa-crime por ataques

O Volt Portugal formalizou, na sexta-feira, duas queixas-crime na Guarda Nacional Republicana de Rio Maior. A primeira refere-se ao rebentamento de um engenho explosivo artesanal na sede de candidatura, ocorrido às 23h00 de 19 de Setembro, quando cinco militantes se encontravam no interior. O dispositivo causou danos no edifício, nomeadamente a queda de betume de uma parede, mas não provocou feridos. Os fragmentos foram recolhidos e entregues às autoridades, que abriram investigação.

A segunda denúncia diz respeito a um episódio de intimidação registado por vídeo na madrugada de quinta para sexta-feira. Pelas 03h50, um automóvel estacionou junto à residência de Jorge Silva; quatro homens desceram, bateram à porta e nos vidros das janelas, proferindo ameaças como “anda cá fora que fazemos-te a folha” e “vais pagar”. O incidente gerou forte receio na família do candidato.

De acordo com Silva, estes actos somam-se a telefonemas, mensagens e danos em viaturas – riscos na pintura e vidros partidos – dirigidos a elementos da lista nas últimas semanas. Face à escalada, a co-presidente do Volt, Inês Bravo Figueiredo, anunciou a apresentação de uma queixa junto da Comissão Nacional de Eleições e solicitou reforço policial para proteger a integridade dos candidatos no concelho. A dirigente apelou ainda a todas as forças políticas para que promovam uma campanha “justa, ética e respeitosa”.

A líder do Volt sublinhou que não existem registos semelhantes nos restantes municípios onde o partido concorre nas autárquicas de 12 de Outubro – Tomar, Faro, Loulé, Lisboa e Porto – nem nas coligações em Coimbra, Torres Vedras e Oeiras. Para Figueiredo, os acontecimentos de Rio Maior “não são dignos de um país democrático” e exigem resposta firme “para que o medo não se torne ferramenta política”.

Segundo informações da Comissão Nacional de Eleições, actos de violência ou coacção contra candidatos constituem crime público, punível com pena de prisão até cinco anos.

Quer saber mais sobre o impacto destes incidentes na campanha local? Visite a nossa secção de Política e acompanhe todas as actualizações.

Crédito da imagem: Lusa
Fonte: Lusa

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://r4news.pt
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.

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